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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Medo de testemunhas mantém Marcos Schoene e seu filho na cadeia
O juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Joinville, João Marcos Buch, negou pedido de liberdade ao ex-presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Joinville (Fundema), Marcos Schoene e seu filho, Rodrigo Schoene. A dupla foi presa na terça-feira, (27) na “Operação Simbiose”, desencadeada pelo Ministério Público Estadual (MPE) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).
Marcos Shoene deverá continuar preso na Penitenciária Industrial de Joinville e Rodrigo encarcerado no 8º Batalhão de Polícia Militar. Depois de veiculada a notícia das prisões, duas testemunhas, um homem e uma mulher, estiveram no dia 29 no MPE relatando novos fatos, inclusive com novas gravações. Segundo a decisão do juiz, eles ressaltaram o temor de represálias em decorrência de todo o acontecido. “A testemunha R. C. M. teria dito: "que não informou antes os fatos ora noticiados por medo de que possa acontecer algo com alguém de sua família"” registra o magistrado.
Já a testemunha A. B. A. declarou que teme por sua vida e por eventuais represálias de outros envolvidos e que estão em liberdade : "... o declarante teme por sua segurança caso o Sr. Marcos Schoene ou o Sr. Rodrigo Schoene sejam libertados; que teme por represálias que possam ser praticadas por outros ligados aos fatos".
Diante disso, João Marcos Buch decidiu manter as prisões. “...a manutenção das prisões, além da garantia da ordem pública, serve para a conveniência da instrução criminal que se aproxima...”, diz o despacho da justiça.
Justiça considera as ameaças reais
Sobre as alegações da defesa de que as alegações de ameaças são meras probabilidades, o juiz esclareceu que os acontecimentos ocorridos tem grande intensidade e complexidade, “...os fatos em questão tem ingente amplitude, envolvendo inúmeros empreendimentos imobiliários, servidores públicos e empresários. Ao que consta as ameaças relatadas são concretas, possuindo sinais de verossimilhança.”, revelou Buch.
A liberdade negada também supõe que novas situações estão surgindo nas investigações. “... a proximidade com as provas e testemunhas, na forma que as denúncias vem sendo apuradas, trazem a este Juízo a convicção de que a prisão é medida necessária neste momento”, conclui mantendo a prisão de pai e filho.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Dona do Huffington Post procura editor brasileiro para lançar site no País
Jornalistas e bloqueiros, preparem-se. Arianna Huffington, CEO do The Huffington Post (HP), está no Brasil e anunciou que todo o conceito que conhecemos como jornalismo colaborativo no País irá mudar. Em outubro, o portal chegará à França, e no mês seguinte ao Brasil. Para isso, ela procura um editor brasileiro para o site.
Criadora do mais famoso portal de notícias e agregador de conteúdo de blogueiros e colunistas independentes dos Estados Unidos e também do Reino Unido, ela foi a atração do segundo dia do Info@Trends 2011, realizado pela revista Info, da Editora Abril, em São Paulo.
Lançado em 2005, o HP foi recentemente adquirido pelo grupo AOL por US$ 315 milhões. Em maio, o site teve cerca de 35 milhões de page views, ultrapassando o New York Times nos Estados Unidos.
| Arianna, dona do site de US$ 315 milhões (Foto: Denis Ribeiro/Abril) |
À procura de um editor
Sobre as operações do The Huffington Post Brasil, Arianna deixou claro que haverá um escritório no País, seguindo os mesmos padrões da matriz norte-americana e com uma plataforma “para dar voz e amplificar a voz dos blogueiros, que postam conteúdos importantíssimos e podem até conseguir contratos de trabalho com isso”.
No entanto, ela revela que a parceria comercial não está fechada ainda e que procura alguém com o perfil compatível com o do HP. A respeito das editorias, Huffington disse que haverá canais básicos como entretenimento, negócio, estilo de vida, uma área feminina e política – que segundo ela é interessantíssima. Os cadernos regionais serão definidos “de acordo com o perfil dos leitores brasileiros, mas normalmente, focando mais em conteúdos locais”.
A chave de todo o processo, segundo ela, ainda falta ser encontrada. “Para que a qualidade no Brasil seja como a dos Estados unidos, precisamos de um elemento essencial, que é um editor. Nós estamos procurando alguém com a nossa cara, que ao traduzir esse conteúdo para o inglês e mantenha a essência regional. Assim que acharmos esse talento editorial o projeto deslanchará.”
A chave de todo o processo, segundo ela, ainda falta ser encontrada. “Para que a qualidade no Brasil seja como a dos Estados unidos, precisamos de um elemento essencial, que é um editor. Nós estamos procurando alguém com a nossa cara, que ao traduzir esse conteúdo para o inglês e mantenha a essência regional. Assim que acharmos esse talento editorial o projeto deslanchará.”
| Arianna procura alguém com a cara do portal (Foto: Denis Ribeiro/Abril) |
Brasil chamou a atenção
Ao ser questionada sobre o motivo pelo qual escolheu o Brasil para as novas investidas do site, a CEO do veículo responde: “Há muito a se aprender com a forma que vocês cobrem as coisas aqui. É muito divertido e interessante.
Arianna diz também estar impressionada com o compromisso que os brasileiros, independentemente de partidos, têm com o avanço social dos mais pobres. “Eu percebi em dezembro, quando estive aqui, que é uma agenda nacional de todas as classes tirar as pessoas da pobreza e inseri-las na classe média.”
Questionada sobre as diferenças culturais no Brasil, ela deixou claro que todos, de todos os estados participarão do projeto do Huffington Post Brasil. “Tudo o que nós queremos é publicar as histórias das pessoas para que o mundo conheça um outro lado do Brasil, até então desconhecido. Por isso, até vocês mesmos podem me mandar um e-mail que a gente traduz e publica o seu conteúdo no Huffington Post”.
Arianna diz também estar impressionada com o compromisso que os brasileiros, independentemente de partidos, têm com o avanço social dos mais pobres. “Eu percebi em dezembro, quando estive aqui, que é uma agenda nacional de todas as classes tirar as pessoas da pobreza e inseri-las na classe média.”
Questionada sobre as diferenças culturais no Brasil, ela deixou claro que todos, de todos os estados participarão do projeto do Huffington Post Brasil. “Tudo o que nós queremos é publicar as histórias das pessoas para que o mundo conheça um outro lado do Brasil, até então desconhecido. Por isso, até vocês mesmos podem me mandar um e-mail que a gente traduz e publica o seu conteúdo no Huffington Post”.
| A cobertura da imprensa brasileira despertou o interesse de Arianna (Foto: Denis Ribeiro/Abril) |
Publicidade e conteúdo pago
Arianna Huffington conta que quando o HP foi criado, em 2005, ela recebeu muitas críticas dos americanos, pois eles diziam que eles faziam as notícias de uma forma não rentável, mas que a publicidade reverteu esse quadro. “Estamos apostando em propaganda, esse e o nosso modelo de monetização do negócio. As pessoas estão tão acostumadas a receber as notícias online de graça que é difícil cobrar. Já no caso do iPad e tablets é diferente, porque é um outro modelo de negócio”.
Segundo Arianna, o HP tem uma forma diferente de trabalhar com a publicidade. “As marcas querem se conectar com as pessoas, fazê-las terem experiências agradáveis e o Post faz isso.” Ela nos conta que para viabilizar esse processo, o HP lançou um tipo específico de publicidade, para que as marcas pudessem falar a respeito de seu conteúdo para o público, isso evita excesso de propagandas pequenas que atrapalham a navegação.
Segundo Arianna, o HP tem uma forma diferente de trabalhar com a publicidade. “As marcas querem se conectar com as pessoas, fazê-las terem experiências agradáveis e o Post faz isso.” Ela nos conta que para viabilizar esse processo, o HP lançou um tipo específico de publicidade, para que as marcas pudessem falar a respeito de seu conteúdo para o público, isso evita excesso de propagandas pequenas que atrapalham a navegação.
| "Os jornalistas devem se desconectar das redes sociais", afirma Arianna (Foto: Silvana Chaves) |
Desintoxicação
Arianna comenta também que a qualidade de vida dos jornalistas deve ser uma prioridade para eles mesmos. “É necessário que a gente saiba o momento de se desconectar da mídia social e ter sua vida. Em algum dia você vai ter uma conferência que não terá Wi fi e acho que as pessoas vão adorar! Deixam os dispositivos de lado e passam por um processo de redescoberta. É como encontrar alguém que você ama depois de um longo tempo. É bom! E nunca coloquem o celular pra carregar do lado da cama e vejam como é bom dormir depois do que falamos!”, finaliza, sorrindo.
Fonte: Comunique-se
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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