Entidades apoiadoras da Campanha em Defesa do Diploma desenvolvem nova ofensiva para buscar garantir a aprovação do substitutivo à Proposta de Emenda Constitucional 33/09 – a PEC do Diploma – ainda este ano. A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas intensificam contato com parlamentares para que a matéria vá a voto na próxima semana, tendo em vista a previsão de que haverá quorum no plenário do Senado. As últimas sessões do Senado em 2010 ocorrerão entre os dias 7 e 9 de dezembro. Como a um apelo do governo para a votação de matérias consideradas prioritárias, a previsão é de que haverá grande quorum. Entre os dias 7 e 9 de dezembro, ocorrem as últimas sessões do Senado. “Como tramita em regime especial, a PEC do diploma está na pauta permanentemente e é possível que nestas sessões se alcance o quórum necessário para a votação e aprovação”, explica o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Em comunicado às direções dos Sindicatos e entidades apoiadoras da proposta de reinstituição do diploma como requisito para o exercício da profissão de Jornalista, a direção da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma solicitaram a intensificação dos contatos com os parlamentares nos estados para garantir o apoio e voto dos parlamentares. Para que a PEC dos Jornalistas seja aprovada em primeiro turno é preciso um quorum de 65 senadores presentes em plenário e o voto favorável de 49 deles. Dirigentes da FENAJ e dos sindicatos de Jornalistas estarão em Brasília na semana em que ocorrem as últimas sessões do Senado para ampliar o diálogo com os parlamentares e acompanhar as votações. |
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
PEC 33/09 pode ser votada no Senado neste final de ano
Brasil Econômico defende Ongoing e diz que Folha e O Globo temem concorrência
Galuppo enfatizou que a queixa que deu origem à investigação partiu da Associação Nacional de Jornais (ANJ), cuja presidente, Judith Brito, trabalha na Folha. Ele também afirmou que a empresa teme concorrência do grupo português Ongoing.
“Talvez para não deixar nas mãos das Organizações Globo (empresa a cujos interesses a ANJ está subordinada) o papel exclusivo de tentar impedir que um novo concorrente se consolide no mercado, a Folha de S. Paulo publicou ontem uma extensa reportagem sobre o grupo português Ongoing (dono de 30% da Ejesa) e seus negócios no Brasil”.
O jornalista também afirmou que a Folha e a Globo temem que seu jornal de finanças, o Valor Econômico, perca espaço para o do Grupo Ongoing, e criticou fortemente o jornal.
”São tantas mentiras, tantas tolices e tantas baboseiras distribuídas por uma página e meia do jornal que seria enfadonho responder a cada uma delas. A mais gritante diz respeito à suposta compra, no Distrito Federal, de um jornal chamado Alô Brasília”.
Galuppo ironizou e voltou a criticar a Folha. “O ataque da Folha de S. Paulo não causa espanto. Esperar que aquele diário pratique jornalismo sério é o mesmo que imaginar a hipótese de a torcida do Palmeiras vibrar com uma eventual conquista do título brasileiro pelo Corinthians. Não há possibilidade de isso acontecer”.
Para finalizar, o diretor de Redação ainda citou supostos casos da ditadura e acusou o jornal de ter sido conivente com o regime.
O Grupo Ongoing é alvo de uma investigação a pedido da ANJ. Segundo a entidade, a empresa usaria artifícios para burlar a Constituição, que limita a 30% a participação de capital estrangeiro nas empresas de comunicação brasileiras.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ongoing diz que matéria da Folha está “repleta de falsidades”
O grupo português Ongoing, detentor de ações na Ejesa - empresa que edita os jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca - contestou a queixa da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a matéria publicada nesta quarta-feira (01/12) na Folha de S. Paulo, que aborda a investigação do Ministério Público Federal e também faz outras denúncias contra a empresa. Segundo o Ongoing, a matéria apresenta “falsidades”.
“Trata-se de uma clara tentativa de condicionar o poder judicial a favor de uma queixa que não tem qualquer fundamento”, declarou o diretor de comunicação do Grupo Ongoing, Ricardo Santos Ferreira.
Ricardo ainda afirmou que a matéria da Folha não condiz com a verdade e que o caso já foi entregue aos advogados da empresa. “A matéria está repleta de falsidades e o caso está entregue a nossos advogados. Obviamente, o Grupo Ongoing cumpre integralmente a legislação”.
Suposto respaldo político
Além de noticiar a investigação do MPF, a reportagem da Folha dizia que a chegada do Ongoing no Brasil teria sido motivada por petistas, que para criar uma rede de comunicação alinhada ao governo, que diminuísse o poder dos grandes grupos de mídia brasileiros.
Segundo o jornal, o principal responsável pelas negociações entre o grupo e o governo seria o ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu, colunista do Brasil Econômico.
Izabela Vasconcelos
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
“Você tem que se tratar”, diz Lula irritado com pergunta de repórter do Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se irritou com a pergunta do repórter Leonencio Nossa, do jornal O Estado de S.Paulo, enquanto participava do fechamento simbólico da primeira de 14 comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, no Maranhão, nesta terça-feira (30/11). Questionado se sua visita ao Maranhão seria um agradecimento à "oligarquia Sarney" nos oito anos de seu governo, Lula respondeu que a pergunta era preconceituosa e disse que o repórter deveria “se tratar”.
"Uma pergunta preconceituosa como esta é grave, para quem está oito anos cobrindo Brasília. Demonstra que você não evoluiu nada. É uma doença. O Sarney colaborou muito para a institucionalidade. Eu não sei por que o preconceito. Você tem de se tratar. Quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito", respondeu o presidente.
Logo, a governadora Roseana Sarney interferiu."É preconceito contra a mulher. Eu fui eleita governadora do Maranhão para tomar conta do povo." Lula completou. "Sarney não é o meu presidente. Ele é o seu presidente do Senado, ele é o presidente do Senado deste País. Eu lamento que não tenha tido evolução (da imprensa)."
O presidente disse que os políticos eleitos devem ser respeitados."Se você tiver que fazer algum protesto você vai para o Amapá, porque foi lá que o povo elegeu Sarney. E vai para São Paulo, porque o povo elegeu Tiririca. Na medida que a pessoa é eleita e toma posse, ela passa a ser uma instituição e tem que ser respeitada", afirmou.
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informações do Estadao.com.br
É Lula! Tem que respeitar
domingo, 14 de novembro de 2010
Projeto "Nossa Banda" retoma concertos na comunidade

Ronaldo Correa
Texto Livre
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Continua o comodismo na busca por informações. As fontes oficiais prevalecem
Incrível como a imprensa de Santa Catarina prefere a comodidade das informações oriundas de fontes oficiais. O mais recente exemplo é caso do bebê de apenas 9 meses, socorrido na Estrada Geral de Itapocú, em Araquari, na tarde de terça-feira (2).
Em um primeiro momento, a versão divulgada foi de um acidente doméstico. De acordo com o jornal A Notícia, a criança entrou em convulsão ao se sufocar com um biscoito. Enquanto era atendida pelo corpo de bombeiros da região, a menina já estava com um quadro clínico bastante grave, inclusive com parada cardíaca. Depois de reanimada, o bebê foi encaminhado pelo helicóptero da Polícia Militar para o Hospital Infantil de Joinville, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.
Porém, no dia 3, o jornal já ventilava a possibilidade de a criança ter se afogado com uma pedra de crack, já que os pais são usuários da droga. O mesmo jornal dava conta que a mãe e o pai da criança seriam ouvidos pelo delegado de Araquari. Um exame foi anunciado para se comprovar a tese baseada no relato de “pessoas que frequentavam a casa”.
No dia 4, também no jornal A Notícia, havia uma declaração do diretor clínico do hospital, Arthur Wendhausen que informava. “O que tinha, visivelmente, eram restos alimentares”.
Entretanto, na manhã de segunda-feira (8), o delegado Raphael Werling de Oliveira divulgou o esperado laudo que confirmou a presença da droga na urina da criança. Conforme o delegado, os pais devem ser indiciados.
Percebe-se nesse caso, que a declaração do diretor do hospital perdeu a importância para os veículos de comunicação de Joinville, pois o mesmo, não foi mais questionado sobre a percepção dos médicos no atendimento emergencial.
Em relação à alegada presença da droga na urina da criança, uma rápida consulta com um médico se poderá verificar que a droga pode passa para o organismo da criança pelo ato da amamentação. O caso promete outros desdobramentos já que existe um médico legista em Joinville contestando o laudo apresentado.
A única situação certa e inaceitável nesse episódio, é o fato de os órgãos competentes permitirem que uma criança de 9 meses permanecesse sob os cuidados de um casal dependente de uma droga tão devastadora.
Não se pode submeter pessoas ainda na condição de suspeitos a um julgamento midiático sem direito ao contraditório. Outras fontes se fazem necessárias, outros conhecimentos divergentes dos oficiais são imprescindíveis na busca pela verdade.


