domingo, 14 de novembro de 2010

Projeto "Nossa Banda" retoma concertos na comunidade



Depois de se apresentar no Festival de Fanfarras no sábado e na Festa das Flores neste domingo (14) a Banda do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville dará sequência ao projeto "Nossa Banda" nos dias 19 e 27.

Na sexta-feira, dia 19, a apresentação ocorre na EM Professor Osvaldo Cabral (10h) e na EM Professor João Bernardino (15h); no dia 27, a banda estará na Sociedade Esportiva e Recreativa Tigre, às 11 horas.
O projeto “Nossa Banda” tem o apoio do Instituto Carlos Roberto Hansen e o patrocínio da Tigre e Ministério da Cultura via Lei de Incentivo à Cultura.

Sobre a Banda

A Banda do Corpo de Bombeiros surgiu em 2004 com o objetivo de desenvolver uma série de atividades sócio-educativas e de apresentações em solenidades.O projeto envolve 120 integrantes organizados na em grupos de instrumentistas em duas formações (mirim e adulta), escola de banda e um corpo coreográfico.

Dentre as atividades realizadas pelo conjunto musical estão os projetos “Banda nos Bairros” e “Nossa Banda”.A banda se insere nas ações de responsabilidade social mantidas pela corporação fundada em 13 de julho de 1982 e a mais antiga do Brasil no gênero.

Ao lado dos bombeiros mirins, despertando em crianças e adolescentes o sentimento de solidariedade, cidadania e ajuda ao próximo, e da preservação da memória com o Museu Nacional do Bombeiro instalado em anexo a unidade central na rua Jaguaruna, a Banda atua na formação de músicos.
Em maio de 2010, oficializou-se a instalação do Ponto de Cultura, projeto do governo federal que liberou recursos aplicados na formação de crianças e adolescentes por meio de atividades artísticas que estimulem o crescimento cultural e a cidadania.

Iniciativa do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, o Ponto de Cultura é uma ação de desenvolvimento social que acontece em todo o Brasil.
O regente da Banda, maestro Voldis Eleazar Sprogis, explica que a proposta é ensinar música e repassar orientações sobre a atividade dos bombeiros. Lembra que o trabalho dos bombeiros sempre está identificado com momentos de tristeza, no combate ao fogo e nos resgates a acidentes de trânsito e em outras ocorrências.

“Com a música, mostramos o outro lado, da cultura, do entretenimento e da possibilidade de valorização da arte”, assinala.

Ronaldo Correa
Texto Livre

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Continua o comodismo na busca por informações. As fontes oficiais prevalecem

Incrível como a imprensa de Santa Catarina prefere a comodidade das informações oriundas de fontes oficiais. O mais recente exemplo é caso do bebê de apenas 9 meses, socorrido na Estrada Geral de Itapocú, em Araquari, na tarde de terça-feira (2).

Em um primeiro momento, a versão divulgada foi de um acidente doméstico. De acordo com o jornal A Notícia, a criança entrou em convulsão ao se sufocar com um biscoito. Enquanto era atendida pelo corpo de bombeiros da região, a menina já estava com um quadro clínico bastante grave, inclusive com parada cardíaca. Depois de reanimada, o bebê foi encaminhado pelo helicóptero da Polícia Militar para o Hospital Infantil de Joinville, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

Porém, no dia 3, o jornal já ventilava a possibilidade de a criança ter se afogado com uma pedra de crack, já que os pais são usuários da droga. O mesmo jornal dava conta que a mãe e o pai da criança seriam ouvidos pelo delegado de Araquari. Um exame foi anunciado para se comprovar a tese baseada no relato de “pessoas que frequentavam a casa”.

No dia 4, também no jornal A Notícia, havia uma declaração do diretor clínico do hospital, Arthur Wendhausen que informava. “O que tinha, visivelmente, eram restos alimentares”.

Entretanto, na manhã de segunda-feira (8), o delegado Raphael Werling de Oliveira divulgou o esperado laudo que confirmou a presença da droga na urina da criança. Conforme o delegado, os pais devem ser indiciados.

Percebe-se nesse caso, que a declaração do diretor do hospital perdeu a importância para os veículos de comunicação de Joinville, pois o mesmo, não foi mais questionado sobre a percepção dos médicos no atendimento emergencial.

Em relação à alegada presença da droga na urina da criança, uma rápida consulta com um médico se poderá verificar que a droga pode passa para o organismo da criança pelo ato da amamentação. O caso promete outros desdobramentos já que existe um médico legista em Joinville contestando o laudo apresentado.

A única situação certa e inaceitável nesse episódio, é o fato de os órgãos competentes permitirem que uma criança de 9 meses permanecesse sob os cuidados de um casal dependente de uma droga tão devastadora.

Não se pode submeter pessoas ainda na condição de suspeitos a um julgamento midiático sem direito ao contraditório. Outras fontes se fazem necessárias, outros conhecimentos divergentes dos oficiais são imprescindíveis na busca pela verdade.

Tropa de Elite II





Faltam menos de 400 mil espectadores para 'Tropa' ultrapassar 'Avatar'

Ainda em cartaz em 661 cinemas de todo o país, "Tropa de elite 2", pela quinta semana consecutiva, foi o filme que atraiu maior número de espectadores no último fim de semana no Brasil. Com 435.221 espectadores entre sexta-feira e domingo, o filme de José Padilha já totalizou 8.721.000 espectadores. O único filme que este ano conseguiu um público maior foi "Avatar" com 9.108.400 espectadores. Até o fim da semana, "Tropa" deve ultrapassar "Avatar". Os dados são do site Filme B.

Fonte: Blog do XeXéo

São Francisco do Sul na rota dos cruzeiros marítimos


Reabertura Verão - California

Enem: Jornal mantém identidade de repórter em sigilo e diz que responderá em caso de ação

A identidade do repórter do Jornal do Commercio, que divulgou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), continua em sigilo. Procurada pela reportagem, a direção do jornal diz que prefere não revelar o nome do jornalista. O repórter, que fez o exame e enviou ao veículo o tema da redação, pode ser processado pelo MEC, que alega que o profissional "cometeu ato ilícito ao atentar contra as regras do certame".

A editora-chefe do site do Jornal do Commercio, Benira Maia Barros, disse que o veículo não recebeu nenhuma notificação da Polícia Federal ou do MEC. No entanto, Benira disse que caso sejam notificados de algum processo, a ação será encarada pelo Jornal do Commercio, preservando a identidade do repórter. A editora alegou que não era a intenção do jornal divulgar o tema da redação, mas que o caso "serviu para comprovar a fragilidade do sistema da organização”.

No último domingo (7/11), já no local da prova, o repórter foi ao banheiro e usou o celular para enviar o tema da redação aos colegas do jornal, que divulgaram a informação. Segundo o MEC, divulgar o conteúdo do Enem dentro do local da avaliação e antes do horário permitido para a saída é um ato ilegal.

Na tarde desta segunda-feira (08/11), devido a outros problemas como erros de impressão, a Justiça Federal do Ceará suspendeu a prova por meio de liminar. A decisão tem efeito em todo o Brasil, mas cabe recurso.

Polêmicas do Enem

Não é a primeira vez que o Enem causa polêmica. No ano passado, um furo de repórteres do Estadão adiou a prova em 45 dias. Os jornalistas Sérgio Pompeu e Renata Cafardo descobriram que a íntegra da prova havia vazado da gráfica e estava sendo negociada em R$ 500 mil.

Fonte: Comunique-se (Anderson Scardoelli e Izabela Vasconcelos)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

EXCLUSIVO - Viatura da Conurb com licenciamento atrasado era utilizada para multar




ROGÉRIO GIESSEL
rogério@gazetadejoinville.com.br

Como um deboche, a Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb), vergonhosamente não cumpre aquilo que cobra dos motoristas joinvilenses. Suas questionáveis blitzes têm sido implacáveis com motoristas que transitam com o licenciamento vencido, no entanto, a própria Conurb circulava com veículo irregular. Escandalosamente, a viatura em questão era usada pelos agentes de trânsito para multar.

Na manhã de quinta-feira (4), por volta das 11h40, na avenida Aluisio Pires Condeixa, em frente ao número 3055, no Saguaçu, o Corsa, placas MBY 9318, de propriedade do Fundo de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville, com adesivos da Conurb e dotado de um pomposo giroflex, era utilizado por dois agentes que sorrateiramente escondidos atrás de uma árvore tentavam flagrar motoristas acima da velocidade com um radar móvel.



Uma consulta ao sistema do Departamento Estadual de Trânsito, feita no mesmo dia, às 14h49, revelou que o veículo usado pela Conurb foi licenciado pela última vez no dia 27 de agosto de 2009, ou seja, desde o dia 31 de outubro o carro trafega sem o devido licenciamento. Mas, o OCR, equipamento que faz a leitura de placas e que é utilizado pela Conurb para detectar carros com a documentação irregular, “coincidentemente” não acusara a irregularidade no carro da oficial.



Foto tirada na manhã de ontem (quinta-feira, 4), as 11h50

Como se não bastasse, o prontuário do veículo de quem deveria dar o exemplo, ainda registra duas multas. A primeira é do dia 16 de setembro de 2003, por excesso de velocidade, a qual, estava em processo de recurso e que foi indeferido em 9 de julho de 2004. A outra, de 4 de fevereiro desse ano, é devido ao condutor estar dirigindo com apenas umas das mãos, no Km 41 da rodovia federal BR 101.



O importante é multar

Os dois agentes flagrados com o carro irregular também serviu para denunciar o descaso da Conurb com a infraestrutura viária de Joinville. Enquanto multavam os carros, uma placa de sinalização localizada ao lado dos agentes e que deveria estar indicando uma perigosa curva à 50 metros do local, ostentava um velho adesivo de uma antiga campanha eleitoral.
Pelo péssimo estado da placa, o descaso com a sinalização já tem algum tempo. Apesar dos dois anos da administração do PT, é provável que a desculpa pela placa inelegível seja atribuída a “gestão anterior”.

Ainda mais grave, foi a constatada prioridade dos agentes da Conurb. A cerca de 20 metros do local, na rua D. Francisca, paralela a rua onde estava a dupla de agentes de trânsito, alunos de um colégio particular arriscavam a vida para atravessar a rua disputando espaço com o intenso movimento de veículos.

No mesmo horário, na rua Max Colin, em frente ao ginásio Ivan Rodrigues, outra blitz da Conurb abarrotava o caminhão cegonha da empresa Guincho Truck com veículos em situação semelhante ao Corsa da companhia. Por sinal, a Ghincho Truck, que faz a remoção dos automóveis apreendidos também tem sido alvos de constantes reclamações devido a pratica de exorbitantes preços.





O que diz a Conurb

Questionado sobre a absurda situação envolvendo a viatura da Conurb, o diretor de vigilância e trânsito, Lourival de Souza, informou que a coordenadora de gestão de pessoas e patrimônio, Daniela Cristina Martins Henschel é que explicaria a infração cometida pela Conurb.

Entretanto, a Gazeta de Joinville tentou insistentemente contato com Daniela em seu telefone celular, mas, ela não atendeu as chamadas.

Mais tarde, às 17h15, Lourival ligou para a redação alegando que o licenciamento estava em dia, e que a única irregularidade constatada era a de os agentes não estarem com os documentos de porte obrigatório. “O licenciamento foi pago no dia 18 de outubro e o documento foi pego somente hoje”, afirmou.

Mas, o fato é que o licenciamento do veículo referente ao ano 2010, passou a constar no sistema do Detran apenas às 17 horas, depois que a Conurb foi questionada sobre a irregularidade pela Gazeta de Joinville, ou seja, até aquele horário a viatura estaria sim trafegando em situação irregular como constava na consulta consolidada de veículos do sistema Detrannet.
Sobre as multas, o diretor disse que a referente ao excesso de velocidade foi paga em 25 de agosto de 2004, e a outra, aplicada por uma policial rodoviária federal, está em fase de recurso. Isso mesmo, ironicamente a Conurb também recorre das multas.