terça-feira, 26 de outubro de 2010
Polícia Federal indicia jornalista por 4 crimes no caso de quebra de sigilo
O depoimento de Ribeiro Jr. à PF durou mais de cinco horas. A Polícia Federal ainda pretende descobrir a fonte dos R$ 12 mil entregues a um despachante para obter os dados para a quebra do sigilo.
O jornalista, que já atuou no jornal Estado de Minas, alegou que investigava os tucanos porque aliados de Serra teriam a intenção de “devassar” a campanha interna de Aécio Neves (PSDB) à presidência da República.
O jornalista disse ainda que foi convidado para integrar a “equipe de inteligência” da campanha de Dilma Rousseff (PT), no entanto nega que tenha aceitado o convite e alega que um integrante do PT violou seu computador para acessar os dados dos tucanos. Tanto PT, como PSDB, negaram envolvimento no caso.
As informações são do Estadao.com
sábado, 23 de outubro de 2010
Repórter do SBT contesta uso indevido de imagens de agressão a Serra
“Não aceito, por mais insignificante que seja, qualquer associação do meu trabalho a esta disputa subterrânea. Minha voz só a mim pertence”, declarou Alvarenga.
As imagens mostram o momento em que Serra foi atingido na cabeça por um objeto que parece uma bola de papel. O presidenciável disse que se sentiu mal e passou por uma tomografia após o incidente. A reação do candidato foi criticada por petistas, que consideraram a gravidade da agressão uma farsa.
Segundo o jornalista, o SBT já acionou seu departamento jurídico para adotar as medidas necessárias pelo uso indevido das imagens.
O PT ainda não se pronunciou sobre o caso.
Leia a íntegra da nota do repórter Marco Alvarenga:
Colegas do SBT e de profissão
Fiquei profundamente transtornado ao ver e ouvir no programa eleitoral da candidata Dilma Roussef um trecho da reportagem que gravei sobre a agressão sofrida pelo candidato José Serra no Rio.
Em toda minha carreira profissional, NUNCA participei direta ou indiretamente de qualquer campanha eleitoral. JAMAIS servi a candidaturas, e desejo continuar assim. Não aceito, por mais insignificante que seja, qualquer associação do meu trabalho a esta disputa subterrânea. Minha voz só a mim pertence.
Em nenhum momento na matéria afirmo que o objeto que aparece nas imagens foi o único a atingir José Serra durante a confusão, muito menos ter sido o causador da dor manifestada pelo candidato. Perguntei a 2 assessores do PSDB se haviam visto o quê atingira Serra. Eles responderam negativamente.Tentei, por meio de assessoria, ouvir o candidado. Ele preferiu falar apenas à TV Globo.
Fui informado de que a direção de jornalismo do SBT não autorizou a veiculação e , prontamente, acionou o departamento jurídico para adotar as providências necessárias. Isto me alivia. Fosse outra a postura, não me sentiria mais em condições de continuar nesta casa.
Marco Alvarenga
Izabela Vasconcelos (Comunique-se)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"a senhora (Dilma) Rousseff não é Lula. Ela não tem os seus extraordinários dons políticos e talvez nem seu pragmatismo inato".
Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica "The Economist" afirma que, após passar os últimos oito anos sob uma gestão petista, o Brasil "se beneficiaria de uma mudança no topo", dizendo que o PT dá sinais de "ter ficado muito confortável no poder".
A revista enumera outros motivos pelos quais o eleitor brasileiro deveria optar pelo candidato José Serra (PSDB), no segundo turno da eleição presidencial: "a senhora (Dilma) Rousseff não é Lula. Ela não tem os seus extraordinários dons políticos e talvez nem seu pragmatismo inato".
Também diz que Serra, "embora fraco na campanha, foi um eficiente ministro, prefeito e governador".
Embora afirme em outro texto que uma virada de Serra a esta altura seria equivalente a "dar um cavalo-de-pau num caminhão de dez toneladas". "The Economist" diz que o "Brasil agora tem uma opção".
Segundo a publicação, tanto Dilma quanto Serra podem ser descritos como social-democratas, e "ambos concordam em questões gerais sobre políticas econômicas e sociais". Mas a revista diz que, "nas questões em que eles discordam, Serra é o mais persuasivo".
"Serra também tem os seus defeitos, notadamente uma preocupante tendência em tentar 'microgerenciar' tudo", pondera a "The Economist". Mesmo assim, diz que "seu histórico indica que seria mais ágil em cortar gastos excessivos e eliminar o déficit fiscal", ao passo que Dilma "atacaria essas distorções mais gradualmente, se o fizer".
"The Economist" afirma que houve um "inexorável aumento nos gastos públicos" na gestão Lula e diz que, apesar de suas conquistas na luta contra a pobreza, o presidente "deixa um país onde um em cada dois lares não tem esgoto e os padrões educacionais permanecem deploráveis".
Fonte: A Folha de São Paulo
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Aborto! Uma questão de escolha e consciência.
Ato em São Paulo lança a Semana Nacional da Comunicação
As lutas em defesa do diploma e da democratização da comunicação foram reafirmadas no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado em agosto, em Porto Alegre, como essenciais na defesa do Jornalismo como um bem público fundamental para se avançar na democratização no Brasil. Nesta perspectiva, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas preparam a Semana da Comunicação, de 18 a 23 de outubro, com o tema “Conselho Nacional de Comunicação e Diploma para jornalista: regulamentações necessárias à democracia”. O ato de lançamento nacional das atividades ocorre nesta sexta-feira, em São Paulo.Nesta Semana Nacional da Comunicação, os jornalistas brasileiros lutam pelo cumprimento das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), especialmente a implementação do Conselho Nacional de Comunicação e a imediata aprovação, pelo Congresso Nacional, das propostas de emenda constitucional (PEC) que restabelecem a exigência do diploma para o exercício do Jornalismo.
A Executiva da FENAJ participa nesta sexta-feira, às 19 horas, do ato de lançamento da Semana Nacional de Comunicação, no auditório da Afubesp, em São Paulo. Os dirigentes sindicais da categoria permanecem na capital paulista durante o final de semana, onde discutirão estratégias para buscar a aprovação das PECs dos Jornalistas em primeiro turno na Câmara e no Senado ainda neste ano.
Já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), tramita substitutivo do senador Inácio Arruda (PC do B-CE) à PEC 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). O substitutivo está incluído na pauta de prioridades para votação em plenário. A perspectiva, porém, é de que só haverá quorum para votação após a realização do 2º turno das eleições 2010. As entidades sindicais dos jornalistas prosseguem buscando a ampliação de apoios pela aprovação da PEC.